São Paulo, 4 de abril de 2009 - Elas nasceram pequenas — algumas em garagens — um pouco antes da “bolha da internet”, no Sul e, com a conquista de alguns clientes nacionais, ganharam projeção. Mas, se a distância não impediu a expansão destas agências, com o crescimento da importância do eixo Rio-São Paulo em seus faturamentos, abrem escritórios no Sudeste. Este ano, pelo menos quatro agências digitais vivem este movimento: a AG2 abre em até 90 dias uma unidade no Rio, passo que também faz a Mídia Digital ( no primeiro semestre). Para São Paulo vão a W3Haus e a A2C. O custo competitivo e qualidade da mão de obra são alguns dos fatores apontados pelos clientes — entre eles Tecnisa, HSBC, Magazine Luiza, GM, Vulcabras e Embraer — para trabalhar com essas companhias.
O maior investimento será da gaúcha AG2: R$ 300 mil, no mínimo, para a unidade carioca que, em um ano, projeta-se representar 15% do faturamento da agência. Hoje um funcionário da empresa está dentro de um dos seus clientes cariocas. Atualmente, 80% da receita vem de São Paulo.
“Quando eu abri a agência em Porto Alegre, sabia que era importante ir para São Paulo”, diz o presidente da AG2, César Paz, que instalou a unidade paulista um ano depois, em 2000. Para ele, dois fatores foram determinantes para a projeção nacional: a conta da Embraer e a unidade tecnológica de Pelotas. “Assumimos uma responsabilidade grande sobre toda a presença digital da Embraer, que nos validou em outros clientes. E, com Pelotas, montamos uma visão de negócio importante para o crescimento da AG2”, diz. Este modelo, segundo ele, é o de “trabalho remoto compartilhado” — a cidade é o pólo tecnológico da agência.
Fonte: GAZETA MERCANTIL



