São Paulo, 1 de Abril de 2009 - Com a internet em franca expansão - o Brasil possui mais de 62 milhões de usuários da rede -, as empresas digitais resolveram se unir na Associação Brasileira das Agências Digitais (Abradi). A instituição pretende ser o canal de defesa de políticas para o setor.
“A internet não é mais só um ambiente de nicho, é uma mídia de massa, que alcança muita gente”, diz César Paz, presidente da Abradi - instituição que congregará oito entidades regionais, totalizando 40 agências. Paz acredita que 25% do mercado esteja dentro da nova associação.
E as perspectivas para o setor, na avaliação de Paz, são promissoras. Apenas em publicidade on-line espera-se R$ 1 bilhão este ano - frente aos quase R$ 800 milhões em 2008.
Uma das políticas a serem discutidas pela nova associação diz respeito às eleições de 2010. Paz lembra que é preciso uma legislação contemporânea, que considere os canais on-line, e cita como exemplo o último pleito americano que, apenas pela internet, Barack Obama obteve mais de US$ 500 milhões em doações. Outro exemplo, segundo ele, é a associação ser referência para licitações nacionais de publicidade na rede.
Paz lembra que o chamado “mobile marketing” ( que usa como ferramenta o celular também está inserido no setor. “É o segmento que vem ganhando mais espaço, com crescimento grande do acesso à internet. Além disso, o celular tem sua própria plataforma, mas também acessa a internet”.
Uma pesquisa recente, da Deloitte, por exemplo, mostra que o brasileiro gasta, em média, 82 horas por semana utilizando diversos tipos de mídia e de entretenimentos tecnológicos, como o celular. Os entrevistados, por exemplo, passam três vezes mais tempo por semana conectados à internet do que assistindo televisão. O presidente da instituição diz ainda que o brasileiro tem a maior taxa de participação em redes sociais - 54% dos usuários do Orkut no mundo estão no País -, além de ter, por exemplo, 10 milhões de usuários de blogs, 11,5 e 30 milhões de usuários de MSN. São meios, segundo o presidente da Abradi, que podem ser usados como comunicação das empresas. Paz acrescenta ainda que, como a comunicação digital não pressupõe apenas publicidade, o modelo de negócio é diferenciado. “Eu não preciso comprar mídia, necessariamente”.Além das agências digitais com atuação nacional, podem se associar à Abradi também entidades regionais e empresas ligadas à cadeia digital.
(Gazeta Mercantil/Caderno C - Pág. 7)(Neila Baldi)
Fonte: GAZETA MERCANTIL



